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Mostrando postagens de Janeiro, 2007

Vantagens

-- Eu gosto de ser mulher. Dá um poder especial sobre os homens. É como se os homens fossem cachorros e você fosse um saco de biscoitos caninos.
-- Mas...
-- E você ainda pode dar ordens. É como se os homens fossem cachorros e as mulheres fossem um pacote de Pedigree que dá ordens.
-- Mas vocês perdem muito tempo.
-- Como?
-- Por exemplo, no banheiro. Vocês precisam levantar a tampa, conferir se a tampa tá limpa, abaixar a calça, abaixar a calcinha, sentar no vaso, fazer xixi, limpar com papel higiênico e fazer todo o processo de novo, ao contrário.
-- Fazer xixi ao contrário?
-- Você entendeu o que eu disse.
-- E vocês?
-- É só abrir o zíper, dar uma desviada na cueca e fazer xixi.
-- Mas sempre cai uma gota na cueca, depois. E aí fede.
-- Ô, a de vocês também cheira, às vezes.
-- Mas a gente não precisa se preocupar se a última gota cai na calcinha.
-- Mas a gente pode lavar o nosso na pia.

A rumo da conversa muda por um tempo.
-- Mas vocês tem de usar calça o tempo todo.
-- Isso é ruim?
-- No verã…

Rômulo, a batalha

Rômulo. Criado por uma loba, pai de um império. Acostumado às interpéries. Um mito. A história do nome fez a mãe batizar o filho dessa forma, esperando que o filho fosse resistente como o Rômulo mitológico.

Não, esse Rômulo não foi amamentado por uma loba, mas a mãe também era cruel. Obrigava a criança indefesa, aprisionada na cadeira de bebê, a comer. Rômulo detestava a papinha, mas sua mãe lhe forçava a receber a sua tortura pela boca: “Come, Rômulo, come!”. Rômulo resistia. A mãe lhe ameaçava com ataques aéreos: “Olha o aviãozinho!”. Rômulo permanecia forte. A mãe lhe chantageava: “Se não comer não ganha presente”. A mãe ainda era irônica: “Tanta criança que não tem o que comer nesse mundo!”. Rômulo balançava, mas não transigia.

A mãe, crudelíssima, até tentava parecer inofensiva. “Se você não comer, como eu”, e comia uma colherada da papinha como se ela fosse inócua. Rômulo tentava permanecer valente, mas a mãe tinha mais força. A mãe perde a paciência, e chega a pensar em chamar r…