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Mostrando postagens de Setembro, 2009

Diesel

Era um daqueles momentos em que você percebe que tem 19 anos e se sente velho. E se sente culpado por se sentir velho, sabendo que em cinquenta anos você vai olhar pra trás e rir do sentimento de agora. E talvez se sentir muito mais jovem do que você está se sentindo.

O pior de estar num momento ridículo é estar consciente do ridículo do momento. É como elevar o ridículo ao quadrado. Aí você apalpa o ridículo como se ele estivesse completamente fora de você, como se isso lhe excluísse dele, e tenta passar adiante ao próximo momento de sensatez.

Só que naquele dia, ele apalpou o ridículo, sentiu como o ridículo estava maduro, e tascou-lhe uma mordida. O fruto da árvore do conhecimento do que é ridículo. Naquele momento, apercebeu-se de como o ridículo era suculento. Se rendeu ao momento.

Juntou umas poucas coisas e correu pra beira da estrada. Dedo esticado, mão balançando. Sabe por quê os caroneiros balançam a mão tão vigorosamente? Para não perceberem que tremem. O dedo esticado pra ap…