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Mostrando postagens de Fevereiro, 2010

Rolocompressor

Maria da Graça dos Anjos era uma exterminadora. Obstinação era seu nome do meio, e Graça era o que ela estava disposta a vender em troca de dinheiro. Era tão, mas tão determinada a ter o mundo nas mãos que conquistava simpatia.

Sabem como é o Brasil, o frentista do posto de gasolina sempre vai achar esnobe a pessoa que chegar no carro mais caro – quem ousa querer mais ganha a reprovação de todos: “esse pensa que é melhor que os outros”. Mas Maria da Graça dos Anjos era diferente – ela acreditava tão bem que era melhor que os outros, e que era destinada a ter algo melhor do que os outros tinham que seu pensamento contaminava os que estavam a sua volta.

Quando criança, a atenção que Maria da Graça recebia não era a das outras meninas. A expressão “Que fofa!” jamais foi pronunciada perto dela. Uma vez no supermercado, agarrada na perna da mãe, passou pelo seu médico pediatra. O médico cumprimentou a mãe com um sorriso, dobrou os joelhos, passou a mão na cabeça de Maria da Graça e disse “…

Na teoria

Sexo: não adianta, nenhum de nós é confortável com ele. Virgens, prostitutas, solteiros e casados, pais e filhos, estamos todos em agum grau desconcertados pela nossa necessidade de sexo. O ser humano tem uma demanda brutal, incontrolável, por dois tipos de contato carnal – o entre duas pessoas e o entre os dentes e a carne de um Big Mac.

Encontramos nossos refúgios, entretanto. Já que ninguém vive sem – e quem vive costuma dizer que é casado com o Espírito Santo, que ou é um fantasma ou é uma Unidade Federativa inteira, o que desacredita um pouco a abnegação toda – acabamos achando artifícios que nos permitam mergulhar no sexo sem tanta preocupação com a nossa roupa de banho.

Um exemplo disso é a A.D.D.P – a Amiga Desencanada de Plantão, aquela a quem você recorre quando precisa ir para o combate e arranjar no braço uma pessoa corajosa o suficiente para transar com você. A A.D.D.P.não compartilha das suas neuroses quanto ao sexo, ela fala sobre sexo com a naturalidade de quem fala de …