26.7.12

Produtividade

A internet é a maior fonte de inspiração e o maior incentivador para o trabalho que existe no universo - quando sai do ar.

Esse mês esqueci de pagar a conta da internet pré-paga (300kbps, tomem essa!) e nunca fui tão produtivo na minha vida. Minha louça está impecável, fiz a barba (em dia de semana, toma essa outra!) e tô botando a leitura em dia.

Só faltava aproveitar a deixa para escrever alguma coisa para o blog. Vim para o quarto, preparei o pen drive para levar o texto para o meu estágio e colocar no Blogger de lá... e consegui conectar numa rede desprotegida de algum vizinho.

Adeus, produtividade.

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Para um homem que mora sozinho, eu até que sou um dono-de-casa razoável. Não dependo cem por cento de lasanha de microondas e até vegetais eu como de vez em quando.

Uso a mesma xícara do dia anterior para tomar café, todos os dias. E sem lavar a xícara, no máximo dando uma passadinha de água. Meu critério é a presença de uma mancha na xícara: se tiver mancha, eu molho o dedo e esfrego a unha onde estiver sujo. A mancha saindo, eu dou mais uma passadinha pela torneira e a xícara está pronta para abraçar meu café quentinho. Mesmo nesse ambiente de pós-guerra, não morri ainda, vai querer julgar?

Só me falta aprender a lavar banheiro direito e ter a boa vontade de medir a quantidade de sabão em pó certa para cada lavagem de roupa. Vou completamente no aleatório.

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De todos os posts desse blog, o mais visto e comentado sempre é esse, sobre covinhas no rosto. É de quando eu tinha quinze anos. É um absurdo a quantidade de gente que entra nesse blog procurando maneiras de ter covinhas no rosto.

Sabem como eu consegui uma esses dias? Espremendo uma espinha enorme na bochecha. Deixou uma marca gigante e o relevo do meu rosto tá pior que o da bochecha do Michel Teló.

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Meu pai sustentou a família a vida toda, entre outros serviços, microfonando sanfonas - que em Pato Branco se chama de gaita. As gaitas vem de fábrica sem entrada para microfone, precisando de uma paciência de Jó para fazer um furo com serra, encaixar o microfone em um lugar de acústica boa dentro da sanfona e depois fechar tudo sem que fique com cara de gambiarra.

Como meu pai é uma das poucas pessoas que sabe fazer isso bem no Sul do Brasil, cresci cercado por grupos que ganhavam a vida tocando bailes no interior. Quem diria que, de uma banda dessas, sairia um polaco (mais branco que eu!) que faria sucesso no mundo inteiro.



Mas ainda assim, se eu fosse apostar naquela época em quem se tornaria o ídolo mundial, seria no gaiteiro da direita. 

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Ainda assim, eles eram elite demais para serem clientes do meu pai. Acreditem em mim, as bandas que contratavam a gente tinham membros muito, muito menos atraentes - o que não era problema, já que nos bailões de Pato Branco quase sempre faltava luz depois da primeira hora...

2 comentários:

  1. Dependendo do nível de louça, uso a mesma xícara também. Não só pro café, pra água, suco, chá de fita.

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