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Mostrando postagens de Março, 2012

O demônio sou eu

Não gosto de citar pessoas que conheço nos meus textos, quando de alguma maneira elas vão ser criticadas. Apesar disso, as respostas das pessoas não costumam ser tão ruins assim.

Uma tia minha, depois que eu a critiquei pesadamente em um texto sobre suas escolhas religiosas, em que fiz uma breve menção sobre como ela engordou trinta quilos tentando se manter Testemunha de Jeová durante tanto tempo, ficou ofendidíssima comigo.

"Eu engordei vinte quilos, não trinta!", reclamou.

De qualquer maneira, eu preciso me impôr e botar a minha opinião para fora de vez em quando, pra esse blog não virar uma coleção chapa-branca de histórias sobre meu irmão me fazendo comer meleca.

Mentira, eu comia meleca por conta própria.

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Estudar psicologia me faz entrar em contato com muitas pessoas interessantes (inclusive comigo), e em geral tem sido uma experiência de abrir a cabeça e aprender a ver que todo mundo tem um diamante bruto dentro de si.

O problema é que tem gente que precisa de muit…

Morcegos

Nunca fui uma pessoa muito cheia de medos, a não ser quando meu irmão me obrigava a ouvir Roberto Carlos de trás pra frente e eu saía correndo com medo de Satanás me abraçar travestido de Lady Laura.

Pra quem mora sozinho, ser pobre não é tão ruim assim. Você nem sempre tem grana pra almoçar, OK, mas pelo menos você dorme em paz sabendo que os barulhos que você escuta de madrugada não são de gente querendo assaltar sua fortuna. No máximo é barulho de cupim, e de cupim ninguém tem medo.

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E outra, eu moro em prédio (prédio-poleiro, minha mãe disse quando viu a quantidade de microapartamentos em cada andar). Em andar alto não tem rato. Mosquito é raro, se bem que eu tenho acordado com umas picadas vermelhas no corpo que eu não sei de onde vêm. (Será que é cupim roendo minha cara de pau?)

Assim, com pouco risco de ser assaltado (por ser pobre) e pouco risco de bicho (por estar no alto), eu não me incomodava muito morando sozinho a não ser quando a ocasional pomba se empolgava no vôo e a…

Pelo bairro

A última semana foi tão pesada que me fez planejar um fim de semana cheio de eventos.

Convidei mil amigos pra comer pizza aqui em casa, combinei de sair com o pessoal da natação, fiz tudo o que eu pude pra que o meu final de semana não fosse baseado, mais uma vez, em ficar em casa comendo Shot de amendoim.

Obviamente, nenhum dos combinados deu certo. Pra piorar, o meu celular estragou e me impediu de ligar pra alguém pra tentar combinar algo de última hora. Pra repiorar, o namorado pediu um tempo.

Escrevo isso comendo Shot de amendoim.

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Na falta do que fazer, dar uma volta pelo bairro me pareceu ótimo. O dia já tinha escurecido e a temperatura estava baixa. Dia nublado. Exatamente o visual que me encantou quando vim para Curitiba pela primeira vez e  me fez mudar pra cá.

Fui desfilando a cara feia pelas ruas, ocasionalmente ficando com medo de algum grupinho que se aproximava e pensando em atravessar a rua, ocasionalmente assustando alguma velhinha ao passar por ela e vê-la atravess…

Jorginho

Ser pai repercutiu em muitas coisas na vida de Jorginho.

Depois do nascimento do filho, passou a ir trabalhar com olheiras enormes, por passar a noite inteira acordado. Ainda assim, estava sempre com um sorriso no rosto.

O sexo com o bebê era ótimo.