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Mostrando postagens de Janeiro, 2013

Alexanders

Outro dia vi um anúncio de um rapaz que pedia mais ou menos o seguinte: "Procuro um homem de 45 a 65 anos que me deixe morar com ele, me sustente e me faça de mulherzinha. Que eu use roupas de mulher enquanto estiver em casa e que traga amigos, suados depois de jogarem futebol, para me comer."

Tão específico, o rapaz, que me condoí por ele. Espero sinceramente que alguém tenha lhe respondido o anúncio - e que os amigos desse cara joguem futebol, e não vôlei.

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Não vou entrar nos méritos das frustrações que algumas fantasias trazem quando são, finalmente, realizadas, e nem como certas fantasias são muito melhor aproveitadas enquanto fantasias do que como realidades.

Fico pensando em como essas pessoas faziam para se encontrar antes da internet. A possibilidade de se comunicar com qualquer pessoa do mundo trouxe uma coisa bacana para os excluídos. A chance de achar alguém compatível com a própria loucura aumentou.

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Ele ficou órfão aos quatro anos de idade. Ela perdeu …

Como as coisas começam

Comecei a me masturbar muito cedo. Eu tinha uns oito anos, olhei para aquela coisinha dura e tinha uma vaga ideia de que esfregando aquilo eu sentiria uma coisa gostosa. Esfreguei e senti. Deu certo.

Sem entender, comecei a investigar outras partes do corpo.
Passava a mão fechada furiosamente pelo dedo indicador da outra mão, num vai-e-vem intenso torcendo para que aquilo me desse a mesma tremedeira nas pernas que me dava mexer no pipi.

Não dava.

Fazia movimentos de fricção na dobrinha do joelho. Se algum lugar no corpo tinha potencial para ser erótico, era a parte do joelho ao redor da rótula. Deus perdeu uma grande oportunidade de criar uma zona erógena ali.

Também não tive resultado.

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Não que tentar coisas ao acaso não possa render bons frutos. Por exemplo, uma das coisas que mais me intrigou por toda a vida foi a invenção do café.

Tudo começou quando um árabe que caminhava pela vila numa tarde de domingo olhou para uma plantinha de café, carregada de frutinhas vermelhas e cerc…

Sobre morar com pessoas

Em quatro anos e meio de morar aqui e ali para fazer faculdade em uma cidade diferente, já dividi moradia com três homens e com quatro mulheres diferentes. Um amigo travesti foi agrupado com os homens porque não peidava em público.

Sim, todas as mulheres com que eu morei peidavam na minha frente sem cerimônia. Os homens, não.

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Sobre mulheres: elas são incentivadas à comunicação frequente, e isso é uma coisa boa. Se você quer ter companhia para o fim do dia mas não teve um dia muito interessante para contar, não se preocupe. Sua colega-mulher pode ter carregado carvão o dia inteiro, mas vai ter toda a disposição para contar como em detalhes como foi seu dia e como o carvão estava especialmente sujo.

Você vai dar uma resposta sem muito nexo e composta de duas palavras e receber como resposta uma elocubração enorme que, ao mesmo tempo, discorda, concorda e debocha de você. Mulheres tem essa habilidade.

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Outra coisa: mulheres vão lavar a louça. Não se preocupe se você esquecer uma pil…