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Mostrando postagens de Outubro, 2013

Desvios

Falando sobre sexo numa mesa de bar, um dos assuntos que mais pegam fogo é o "desvio" - isto é, gente que, na hora de fazer amor, precisa de um incentivo diferente do que as propagandas de cerveja dizem ser o normal.

Sejam desvios mais comuns (como o homem que prefere fazer amor pelo bumbum) ou incomuns (o que precisa ser pisoteado por uma moça de salto alto vermelho que lhe chame de "meu neném"), todo mundo tem uma história pra contar de alguém com uma tara esquisita.

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Em uma madrugada numa sala de bate-papo, recebi de um homem a oferta de mil reais em troca de deixá-lo lamber meus pés.

Nunca tive a capacidade moral para conseguir aceitar dinheiro em troca de sexo (prefiro moedas de troca menos dignas, como um aumento temporário na auto-estima ou escutar alguém mentir que me ama), mas resolvi dar corda para o rapaz.

O problema é que ele foi aumentando o número de exigências: depois de cinco minutos de conversa, ele disse que não queria apenas uma sessão de lambi…

Sexo Casual

Nunca fui uma pessoa de fazer sexo casual.

Sempre fui mais de ter relacionamentos casuais, no sentido de conhecer uma pessoa casualmente e depois passar cinco anos com ela.

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Uma vez, entre um relacionamento longo e outro, resolvi dar uma chance ao acaso e experimentar transar sem compromisso. Não fui a uma boate porque a grana e auto-estima estavam curtas. Entrei em um bate-papo online para caçar.

Como sou tagarela até por escrito, acabei fazendo amizades naquele dia que duram até hoje. Depois de umas duas horas conversando com pessoas e aprendendo sobre seus fetiches, uma pessoa foi particularmente insistente comigo. "Não, não vamos marcar pra amanhã. Eu quero agora", ele disse.

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Em pânico, recorri ao método mais eficaz de tomada de decisões disponível para o ser humano hoje: o Tarô online. Não lembro mais que carta saiu, mas ela dizia alguma coisa como "Meu, aproveita logo essa vida. Deixa de ser cagão. Saia da sua rotina e você vai ter histórias para contar para …

Vamos falar sobre sexo

De cada 10 comentários que eu recebo de gente que convive comigo, em média seis são falando que eu falo demais sobre sexo.

Faz sentido. Estranho é que eu escreva tão pouco sobre isso.

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Existem dois tipos de pessoas, e elas se distinguem pela maneira que reagem a uma crítica.

As mais autoconfiantes e defensivas tem como reagem a uma crítica pensando "essa pessoa tem algum problema, e por isso me criticou". Os mais reflexivos e de auto-estima mais baixa pensam "eu tenho algum problema, por isso fui criticado".

Eu costumo fazer parte do segundo grupo.

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Vai aqui uma análise breve de porque eu posso estar errado em falar tanto sobre sexo:

Primeiro, pode ser attention-whore-ismo. É tipo alcoolismo, mas o que você precisa ingerir com frequência é o olhar do outro. Se o outro te olha com enfado, você não percebe, embriagado com a atençãozinha que recebeu. A ressaca costuma vir quando você lembra do que fez no dia seguinte, tipo soprar as velas do bolo de aniversário de…