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Mostrando postagens de Junho, 2014

Incluindo e excluindo

"Eu já trabalhei com gente especial, também", minha avó me disse, quando eu contei que estava trabalhando com pessoas com deficiência. "Na época o nome era 'retardado', mas eu achava a palavra muito forte."
Minha avó sempre foi uma pessoa à frente do seu tempo.
"Aí eu chamava eles de bocós, mesmo. Achava mais bonito."
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É seu primeiro dia em um trabalho novo, e suas emoções oscilam entre a autoconfiança e o pavor completo. Você tem medo do ambiente novo, mas sabe que, com o tempo, vai se sentir em casa. 
É questão de adaptação e, logo, logo, você vai se sentir incluso. É porque você aprendeu a se incluir.

Quando você foi para a escola pela primeira vez, pensou que nunca ia se acostumar àquele ambiente esquisito, com muita gente e nenhuma mãe por perto.
Mas, dia após dia, foi sentindo o prazer de estar com os colegas, de sair de casa, de viver num novo ambiente. 
O novo ambiente era convidativo, a escolinha era feita sob medida para você. As mesa…

Piorar faz bem

"Moço, tem dinheiro pra eu comprar um cachorro-quente?"

Eu não ia ajudar, mas meu amigo tirou três reais do bolso e entregou.

"Mas moço, o cachorro-quente é cinco!", o mendigo respondeu, indignado, como se reclamasse do atendimento em um restaurante francês.

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Gente folgada existe nesse mundo por um motivo, que é ensinar quem quer ser bonzinho a não ser tão besta.

Os folgados são um instrumento de evolução. O jeito abusado é um dom que ganharam de Deus para evoluir a humanidade, despamonhizando as pessoas que passam por eles.
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Outro dia, sentei pra comer perto de um grupo de rapazes. Eles conversavam daquele jeito que os homens fazem para reclamar sem parecer fracos, falando dos próprios erros como se fossem a coisa mais engraçada do mundo.

Um deles começou uma história sobre o tio e o primo, que apareciam na casa dele de surpresa, chorando as pitangas de como a vida andava dura. 
"Era assim toda semana. Eu me compadecia, levava os dois ao mercado e depois …