25.5.17

Prostituição

Meu supervisor clínico sempre dizia pra não sair contando os sonhos que a gente tem pra todo mundo. Ele falava que isso era prostituir o nosso inconsciente.
Mas eu não posso fazer se o meu inconsciente é uma prostituta empoderada e que tem orgulho do que faz, e inclusive gosta de umas coisas bizarras, porque tem umas maluquices nesses sonhos que não me deixam outra opção senão prostituir.

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Eu sonhei que estava com a Lady Gaga na casa dos meus pais (até aí tudo bem, super comum) mas ela estava muito estranha, como se alguma coisa estivesse incomodando ela.
Só fui entender o porquê quando a Kylie Minogue apareceu e começou a fazer um show na sala da TV. A Gaga ficou putíssima, porque se sentiu super invadida e tudo mais.
Aí a Gaga começou a fazer planos e queria minha ajuda pra sabotar o show da Kylie, só que eu não queria atrapalhar a Kylie, ela parecia super legal.
Eu fiquei meio sem jeito e nem respondi, até que a Kylie percebeu e veio cantar no meu colo, super simpática, a pessoa mais fofa da humanidade.
Nisso a Gaga some e a Kylie chama uma pessoa da plateia pra cantar com ela, e quem era? A Shania Twain. Até ela estranhava, tipo "Que que eu tô fazendo aqui, eu sou não mais relevante".
Aí elas faziam um dueto numa música romântica anos noventa e fim.

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Foi o sonho mais gay que eu tive desde a vez que eu sonhei que tinha que levar a Beyoncé no colo até o palco do Rock in Rio porque ela tava triste que o disco que ela tinha lançado em coreano flopou.
Isso que eu nem escuto tanta música pop.
Mas sonho com artista tem bastante.
Tipo semana passada, que eu morri num acidente de carro porque o Humberto Gessinger não sabia fazer curva.

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Cacete, eu sou psicólogo junguiano.
Eu devia estar sonhando com arquétipos foda, cobras comendo o próprio corpo, mandalas que se movem, carruagens carregando o Sol rumo ao reino da noite, essas coisas profundas e mitológicas que a gente estuda.
Não deu.
Minha mitologia pessoal é baseada em divas pop.

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E ai de quem vier me dizer que o Humberto Gessinger não é uma diva pop, porque ele é: cabelo loiro icônico, atitudes excêntricas, voz fácil de reconhecer, aparentemente precisa de um motorista...
Bota uns agudos e um vestido tubinho nele, que ele se torna perfeitamente a Mariah Carey brasileira.
Só espero não sonhar com isso.
Mas, se eu sonhar, pode deixar que eu venho contar pra vocês.
A prostituição é um caminho sem volta.

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